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aaeaaqaaaaaaaagaaaaajdu4mzzkndc4ltuzzjetnguzmi1imdrjlteymdk3ytewyjjlygApós a conclusão do meu percurso académico, peguei na Licenciatura em Relações Internacionais e no Mestrado em Políticas de Desenvolvimento de Recursos Humanos, e comecei a minha busca pela experiência profissional. Foquei-me por um lado nas Organizações Não Governamentais (ONG) e por outro lado na área de Recursos Humanos, porque sempre quis começar a trabalhar na área em que me formei e não nas opções que o mercado me iria oferecer.

Foram 5 meses dedicados a pesquisas de empresas, a submeter o CV e a participar em processos de entrevistas e dinâmicas de grupo, que resultavam no silêncio por parte dos recrutadores que apenas constituíram motivação para continuar a correr atrás de mais e novas possibilidades de conquistar o meu primeiro trabalho.

Lembro-me como se fosse hoje que após os 5 meses tive o contacto que me deu esperanças e a oportunidade que procurava. Chegou-me por telefone, de forma inesperada e foi-me realizada a primeira entrevista pela mesma via. Que mais tarde aprendi que se chama triagem telefónica que tem como objectivo validar questões do CV e os objectivos profissionais do candidato/a relacionados à visão ou missão da empresa.

Não passou muito tempo e chegou-me a segunda chamada, que foi um convite para uma entrevista presencial. No dia da entrevista faltando alguns minutos coloquei-me em frente ao computador, a pesquisar sobre a empresa de uma forma geral, para evitar surpresas e saber responder as questões que me seriam colocadas.

Não consegui responder a todas mas demonstrei interesse e entusiasmo que são características que considero que qualquer jovem que esteja a entrar para o mercado de trabalho deve ter. Passou-se um dia, e fui convidada a trabalhar como estagiária na área de Recrutamento e Avaliação.
Uma empresa internacional, uma equipa jovem, e um ambiente aberto. Acredito que a minha primeira experiência não poderia ter começado de melhor forma.

Nas minhas funções, comecei por realizar tabelas de excel, chamamos o trabalho que numa empresa ninguém gosta de fazer e que é para o estagiário. Desenvolvi e passei para fase seguinte. Agendei entrevistas, recebi candidatos, e posteriormente comecei a participar nas entrevistas. Prestei apoio na área de consultoria sempre que tinha disponibilidade e acabei por aumentar o meu leque de conhecimentos em diversas áreas.
Passei a andar para cima e para baixo com a minha líder. Passei a entrar cedo e a sair tarde para alcançar os meus objectivos.
Durante os 6 meses de estágio caracterizo-me como uma estagiária curiosa, solidária e humilde. Recebi e acatei ordens de todos os colegas, em tudo que me foi pedido. Questionava muito, e sempre que me sobrava tempo livre perguntava a equipa se precisava da minha ajuda, e isto mantinha-me sempre ocupada.

Recebi grandes desafios, e corri atrás para conseguir alcançá-los.
Foi-me dado o desafio de fazer parte da área comercial, não passou muito tempo não só agendava as reuniões, mas passei a estar presente nas mesmas com a minha superior, sendo que não intervinha mas estava atenta ao que se falava e tentava aprender o máximo possível. Aumentei a minha rede de contactos e aprendi muito.

Tive uma líder e não chefe, que me expôs a situações simples e mais complexas possíveis.
Passados 4 meses chamou-me JEP. Embora seja curiosa, achei que era uma forma engraçada de me tratar. Até que uma das colegas que também me tratou pro JEPINHA questionou: O que é que significa JEP? E lembro-me como se fosse hoje, o brilho nos olhos, e um olhar longínquo sobre mim e disse: JOVEM DE ELEVADO POTENCIAL.

Fui motivo de piada de quem fazia parte da equipa pelo facto de embora com Mestrado ter começado a carreira como estagiária, e pelo facto de estar constantemente com a minha superior chamaram-me “assistente da chefe”.
Não passou muito tempo e na reunião de apresentação de resultados da equipa e da empresa, tive o orgulho de ter a minha foto num dos slides em que tive reconhecimento por todos os colegas e chefias que desenvolvi e fui um exemplo dos comportamentos que se esperavam da cultura da empresa.

Passados alguns meses decidi sair da empresa, e digo sempre que sai do estágio para a criação de um negócio porque tive a capacidade de identificar.

Apenas para partilhar que muito ou quase tudo que sei hoje e que aprendi foi pelo facto de ter sido uma estagiária curiosa, “questionadora” e humilde o suficiente para ouvir, obedecer e aprender.

O estágio é a oportunidade que se tem de cometer erros, falhar, aprender e reaprender. É a oportunidade que temos para desenvolvermos o nosso potencial e fazer com que tenha impacto no nosso futuro profissional. É importante que se tenha atenção as oportunidades que nos são dadas e acima de tudo que sejamos capazes de criar as nossas próprias oportunidades.

É importante encarar, o estágio e as oportunidades de colocar em prática o que aprendemos, como um dos grandes desafios da nossa vida, estabelecer contactos, criar ligações e começar a construir a nossa marca.

Marlene de Sousa
Fundadora e Consultora de RH da ATITTUDE

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One thought on “Do Estágio a Criação de um Negócio”

  1. Hum foi interessante ler essa mensagem, pude aprender algo e agradeco muito por. E desejo te mais sucessos e conitnue assim…

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